Dia da Literatura Cearense (17 de novembro)

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datascomemorativas.org/3399

Próxima Celebração "Dia da Literatura Cearense": Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, : daqui 231 dias, 18:11:16-03:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 3 minutos.

O Dia da Literatura Cearense em 17 de novembro de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro do Ceará, que foi instituída pela Lei Nº 13.411 de 15 de dezembro de 2003.

Essa data comemorativa do Estado do Ceará tem por fim, marcar a data do aniversário do nascimento da tradutora, romancista, escritora, jornalista, cronista prolífica e importante dramaturga brasileira, Rachel de Queiroz, que veio ao mundo em 17 de novembro de 1910, e que converteu-se na 1ª mulher eleita para a ABL [Academia Brasileira de Letras] em 1993, quando concorreu contra o jurista brasileiro, Pontes de Miranda, para a cadeira Nº 5 da Academia Brasileira de Letras, desocupada por Cândido Mota Filho. Venceu o pleito ocorrido em 4 de agosto de 1977 por 23 votos, contra 15 dados ao opositor e um em branco. Foi empossada em 4 de novembro de 1977, e ao ser recebida por Adonias Filho, foi a quinta ocupante da cadeira 5, que tem como patrono Bernardo Guimarães..

Rachel era filha de Daniel de Queiroz Lima e Clotilde Franklin de Queiroz, descendente pelo lado materno da família do também escritor brasileiro, José de Alencar.
Em 1917, após uma grande seca, mudou-se com seus pais para a cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, e logo depois para Belém do Pará-PA. Retornou para a cidade brasileira de Fortaleza-CE dois anos depois.

Em 1925 concluiu o curso normal no Colégio da Imaculada Conceição. Estreou na imprensa no jornal "O Ceará", escrevendo crônicas e poemas de caráter modernista sob o pseudônimo de "Rita de Queluz". No mesmo ano lançou em forma de folhetim seu 1º romance: "História de um Nome".

Aos 20 anos, ficou nacionalmente conhecida no Brasil, ao publicar "O Quinze" (1927), um romance que mostra a luta do povo nordestino contra a seca e a miséria. Demonstrando preocupação com questões sociais e hábil na análise psicológica de seus personagens, destaca‐se no desenvolvimento do romance nordestino.

Começou a se interessar em política social em 1928-1929 ao ingressar no que restava do Bloco Operário Camponês em Fortaleza, formando o 1º núcleo do Partido Comunista Brasileiro. Em 1933, começou a dissentir da direção e se aproximou de Lívio Xavier e de seu grupo em São Paulo, indo morar na capital paulista até 1934. Milita então com Aristides Lobo, Plínio Mello, Mário Pedrosa, Lívio Xavier, se filiando ao sindicato dos professores de ensino livre, controlado naquele tempo pelos trotskistas.
Depois, viajou para o norte em 1934, lá permanecendo até 1939. Já escritora consagrada, mudou-se novamente para o Rio de Janeiro. No mesmo ano foi agraciada com o "Prêmio Felipe d'Oliveira" pelo livro "As Três Marias". Escreveu ainda "João Miguel" (1932), "Caminhos de Pedras" (1937) e "O Galo de Ouro" (1950).

Foi presa em 1937 na cidade de Fortaleza, acusada então de ser comunista. Exemplares de seus romances foram queimados. Em 1964, apoiou a ditadura militar que se instalou no Brasil. Integrou o Conselho Federal de Cultura e o diretório nacional da ARENA [Aliança Renovadora Democrática], partido político de sustentação do regime.
Lançou ainda "Dôra, Doralina" em 1975, e depois "Memorial de Maria Moura" (1992), que conta a saga de uma cangaceira nordestina, e que foi adaptado para a televisão em 1994 numa minissérie apresentada pela Rede Globo de Televisão. Exibida entre maio e junho de 1994 no Brasil, foi ainda mostrada em Angola, Bolívia, Canadá, Guatemala, Indonésia, Nicarágua, Panamá, Peru, Porto Rico, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, sendo lançada em DVD em 2004.

Publicou um volume de memórias em 1998. antes de morrer em 4 de novembro de 2003, vítima de problemas cardíacos, no seu apartamento no Rio de Janeiro, dias antes de completar 93 anos, escreveu crônicas durante 30 anos para a revista semanal "O Cruzeiro" e com o fim desta para o jornal O Estado de São Paulo; e cuidou de transformar a sua "Fazenda Não Me Deixes", propriedade localizada em Quixadá, estado do Ceará, em reserva particular do patrimônio natural.

Fontes consultadas:

  1. www.al.ce.gov.br/…
  2. pt.wikipedia.org/…

Para dúvidas, críticas, sugestões, reclamações, convites e outros assuntos, por favor, Entre em contato

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datascomemorativas.org/3399

RSS/XML