Dia da Genealogia Paulista (3 de março)

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Próxima Celebração "Dia da Genealogia Paulista": Sábado, 3 de Março de 2018, : daqui 252 dias, 23:27:32-03:00.
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O Dia da Genealogia Paulista em 3 de março de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro de São Paulo, que foi estabelecida pela Lei Nº 7.181 de 30 de abril de 1991, e que foi proposta pelo então presidente da Fundação Genealógica Brasileira, José Hertzer.

Essa data comemorativa do Estado de São Paulo tem por fim, marcar a data da morte do militar, genealogista, intelectual e historiador brasileiro no contexto do ciclo do ouro do Brasil Colonial, Pedro Taques de Almeida Pais Leme, que faleceu em 3 de março de 1777, e que é tido na conta de patriarca da genealogia paulistana ou genealogia piratiningana, ao escrever obras como "Nobiliarquia Paulistana Histórica e Genealógica" (em três volumes)" e a "História da Capitania de São Vicente", cujos trabalhos são considerados como referências obrigatórias em seus respectivos temas. Escreveu, também, uma notícia histórica a respeito da expulsão dos jesuítas de São Paulo.

Para conhecimento, a genealogia é uma ciência auxiliar da história que estuda a origem, evolução e disseminação das famílias e seus respectivos sobrenomes ou apelidos. A definição mais abrangente é "estudo do parentesco". Como ciência auxiliar, desenvolve-se no âmbito da "História de Família", onde é a peça fundamental, subsidiada por outras ciências, como, por exemplo, a sociologia, a economia, a história da arte ou o direito. É também conhecida como "ciência da História da Família", pois tem como objetivo, desvendar as origens das pessoas e famílias, por intermédio do levantamento sistemático de seus antepassados ou descendentes, locais onde nasceram e viveram e seus relacionamentos interfamiliares. Tal levantamento pode ser estendido aos descendentes como aos ascendentes de uma determinada figura histórica, sendo que, muitas vezes, é difícil classificar os nomes de família, por causa das mudanças de ortografia e pronúncia em decorrência do passar do tempo. Isso porque várias palavras antigas tinham significados diferentes na época, ou hoje em dia não são mais usadas. E muitos nomes de família dependeram da competência e discrição de quem os fez no ato do registro.

Falando em genealogia, Pedro Taques de Almeida Paes Leme nasceu na atual cidade brasileira de São Paulo-SP nos últimos dias do 1º semestre de 1714, provavelmente em 29 de junho, como registra um de seus biógrafos, filho do então juiz ordinário em São Paulo, Bartolomeu Paes de Abreu, com Leonor de Siqueira Paes, sendo sobrinho-neto do bandeirante paulista e doador de terras, em São Caetano, aos beneditinos, Fernão Dias Paes Leme, e tetraneto do fundador de Santos Brás Cubas. Do pouco que se conhece sobre sua infância, se sabe que frequentou o colégio dos jesuítas em São Paulo, onde obteve o grau de mestre em artes e, o que era raro na época, aprendeu o idioma francês. Sua vida profissional começou em 1737, quando assumiu o posto de sargento-mor do regimento da nobreza de sua cidade. Paralelamente à vida militar, empenhava-se em pesquisas históricas e genealógicas, e, em 1742, estudou a história dos Buenos. Foi sargento-mor até 1748, quando lançou o título dos Arrudas Botelhos, ao mesmo tempo em que se voltou para a atividade de mineração nas lavras de Goiás, em busca de melhores rendas.

Em 1750, foi nomeado pelo Conde dos Arcos, escrivão da Intendência Comissária e Guardamoria do distrito de Pilar, servindo também como provedor dos defuntos e ausentes, além de tabelião. No começo de 1754, retornou a São Paulo então em boa situação financeira, e escreveu sobre a capitania de São Vicente, defendendo os direitos do 5º conde do Vimieiro, João de Faro e Sousa. Depois disso, partiu para a cidade e capital portuguesa de Lisboa, em 1755, com o fim de entregar o referido documento de defesa às autoridades competentes, mas o terremoto que abalou a capital de Portugal logo após a sua chegada, além de arrasar a cidade, também fez com que se perdessem seus apontamentos, e seus bens. Sem seus trabalhos, sem nenhum bem material que lhe retasse, ainda sobreveio-lhe uma doença grave, que então o levou ao leito por vários meses, sendo tratado durante essa sua má fase, por um casal amigo. Sua estada em Lisboa fez com que Taques conhecesse e se aproximasse do ilustre autor da História Genealógica da Casa Real portuguesa, Dom Antonio Caetano de Souza, o que permitiu que, em 1757, ele conseguisse ser nomeado tesoureiro-mor da Bula da Cruzada, nas capitanias de São Paulo, Goiás e Mato Grosso, e pudesse retomar então suas pesquisas históricas e genealógicas.

Em 1763, acumulou a função de guarda-mor das minas de ouro de São Paulo. Sabe-se de trabalhos seus dessa época de auge econômico e financeiro, todos desaparecidos: "História de São Paulo", "Discurso cronológicos dos descobridores do Brasil" e "elementos de história de Piratininga". Questionado em sua administração, Pedro Taques foi subitamente afastado de suas funções, teve seus bens sequestrados e foi intimado a restituir a quantia calculada como prejuízo à Fazenda Real. Pobre e doente, a partir de 1770, os tempos passaram-lhe a ser de desventuras. Contudo, em 1774, o destino lhe sorriu outra vez, com o recebimento de uma herança de umas de suas irmãs. Então ele reuniu o que pôde e partiu novamente para Lisboa, a fim de atender um chamado do então Conde de Vimieiro, que àquele tempo precisava de seus préstimos de genealogista. Ainda tentou pleitear algum benefício em Lisboa, mas seus requerimentos não andavam, ao contrário da paralisia, que, célere, não deixava de avançar. Com a saúde arruinada, retornou ao Brasil em agosto de 1776, chegando na atual cidade brasileira de Santos-SP no fim do ano. Morreu em São Paulo na mais extrema miséria no começo de março de 1777.

Seus manuscritos nunca foram publicados enquanto ele era vivo. Sua "Nobiliarquia paulistana", histórica e genealógica, teve perdida mais de 100 títulos, salvando-se apenas um terço dela. E mesmo assim, trata-se de monumental obra, onde “se recolhem os mananciais de toda a história do Brasil meridional, desde os primeiros tempos”. Deixou os trabalhos: "História da Capitania de São Vicente" (1772); Informações sobre as minas de São Paulo (1772); Informações sobre o estados das aldeias de índios da capitania de São Paulo (1772); e sua principal obra: "Nobiliarquia paulistana, histórica" e genealógica – escrita a partir de 1742, mas publicada apenas muito tempo depois de sua morte pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Porém, esta terça parte que pôde ser recuperada e publicada, é bastante para que Pedro Taques seja considerado pelos historiadores figura de capital importância entre os precursores da História do Brasil.

Fontes consultadas:

  1. www.al.sp.gov.br/…
  2. pt.wikipedia.org/…
  3. www.cbg.org.br/…
  4. www.dgabc.com.br/…
  5. pt.wikipedia.org/…

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