Dia da Etnia Italiana (20 de maio)

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Próxima Celebração "Dia da Etnia Italiana": Domingo, 20 de Maio de 2018, : daqui 269 dias, 11:23:07-03:00.
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O Dia da Etnia Italiana em 20 de maio de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro do Rio Grande do Sul, que foi instituída pela Lei Nº 11.595 de 3 de abril de 2001.

Essa data comemorativa do Estado do Rio Grande do Sul tem por fim, marcar a data simbólica do início da colonização italiana no Estado sul-rio-grandense, que se deu em 20 de maio de 1875, com a chegada dos primeiros grupos de imigrantes da Itália, que então entravam pelo Campo dos Bugres [denominação dada por exploradores a uma clareira aberta em plena região Nordeste do estado dos Pampas, onde mais tarde surgiria a atual cidade brasileira de Caxias do Sul-RS], vindos de Belluno, Treviso, Pádova, Mântova e Tirol, para se instalarem na nova Terra, e que está representado pela chegada das famílias de Steffano Crippa, Luigi Sperafico e Tommaso Radaelli, procedentes de Milão, ao norte da Itália, fugindo da fome, da miséria, para subirem a Serra gaúcha, abrindo caminho para fundar um entrave da Itália no estado sul-rio-grandense.

Para conhecimento, "[...] segundo o o médico veterinário e professor brasileiro ,Thomaz Lucia, a localidade de Nova Milano, atual distrito do município brasileiro de Farroupilha-RS foi o berço das primeiras levas que lançaram as raízes da imigração italiana no Rio Grande do Sul, época de pioneirismo, privações, suor e fome. [...]" Posteriormente outros italianos foram chegando, juntando forças, viabilizando o sonho de "fazer a América". O Estado do Rio Grande do Sul recebeu cerca de 80 mil imigrantes, que se fixaram principalmente na Serra gaúcha e, embora não tenha sido o que acolheu o maior número de imigrantes no Brasil, foi o que melhor aproveitou a colonização. A estratégia do governo era valer-se dos imigrantes para colonizar o vazio na parte superior da Encosta da Serra, antigamente ocupada por índios do grupo Gê, caçadores e coletores de pinhões. Este processo, que começou com a chegada dessas 3 famílias a Nova Milano, coordenado pelo Governo Imperial e baseado na pequena propriedade, explica parte do sucesso do desenvolvimento da região, a partir do nada, mas esta política desempenhou, apenas, um papel de coadjuvante, sendo que o protagonista foi o imigrante, tornando a Serra a região mais próspera do interior gaúcho. [...]"

Segundo o médico brasileiro da Bahia, Thales Olympio Góes de Azevedo, no livro "Italianos e gaúchos: os anos pioneiros da colonização italiana no Rio Grande do Sul", mantendo-se constante entre 3 e 4 mil indivíduos anualmente, até 1888, com exceção de 1884, quando desce a pouco de mais de 1 mil; no ano de 1885, as imigrações no Estado gaúcho atingem excepcionalmente a 7.600 [...]. Nas estatísticas dessa imigração, os italianos representam, entre 1882 e 1892, com exceção dos anos de 1890 e 1891, sempre mais de 70 por cento de todas as nacionalidades recebidas. Entretanto, apesar desse elevado e considerado número, "[...] a imigração italiana foi afetada no Rio Grande, pelo retorno de descontentes, inadaptados e mal sucedidos imigrantes. [...]" Comenta-se que a colonização do Rio Grande do Sul não era um fenômeno isolado, isto é, em São Paulo, acontecia o mesmo processo, sob a mesma forma de colônias, embora por lá houvesse necessidade de mão-de-obra para as fazendas de café. A finalidade, portanto, era diversa do Estado gaúcho. Tudo foi difícil, pois os colonizadores alemães, que chegaram a partir de 1824, ganharam lotes de terra com até 77 hectares. Quando os italianos chegaram , isto 51 anos depois, somente receberam lotes de no máximo 30 hectares de terra, e tiveram, ainda, que pagar por elas, coisa que não aconteceu com as outras imigrações.

A formação geográfica (entende-se como localização) da RCI [Região Colonial Italiana] no Nordeste do Rio Grande do Sul, originou-se de uma área cedida pelo Governo Imperial do Brasil, a pedido da Província do Rio Grande do Sul, em 1870. Thales Olympio Góes de Azevedo complementa que, em 31 de janeiro de 1872, ao se firmar o contrato da Província do Rio Grande do Sul com Caetano Pinto & Irmão Holtzweissig & Cia, assumem o compromisso de trazer ou introduzir, num período de 10 anos, 40 mil imigrantes à região. Levando em consideração todo esse período, no ano de 1927, por exemplo, cerca de 37 por cento da população no Rio Grande, do Sul seria de origem colonial. Conforme o trabalho "The Old Italian Colonial Zone of Rio Grande do Sul, Brazil" do escritor norte-americano, Stuart Clark Rothwell, No total da população colonial os grupos étnicos são representados por 400 mil de origem alemã, 300 mil de descendentes de italianos, 80 mil de eslavos, 140 mil de luso-brasileiros e 60 mil de outras procedências [...]. Em 1910, por exemplo, quando a imigração se extingue e a morte já eliminara muitos dos imigrantes, e ainda, bastantes destes se haviam naturalizado, contavam-se no País ainda 1.264.000 italianos.

A RCI, conforme pesquisa e estudo realizados pelos pesquisadores brasileiros, Vitalina Frosi e Ciro Mioranza, foi composta por 3 áreas formadoras do local: as colônias Conde D’Eu, Dona Isabel e Caxias, compreendidas ao Sul do Rio das Antas e ocupadas de 1875 a 1884 (Antiga Colônia 1); Antônio Prado e Alfredo Chaves, situadas ao Norte do Rio das Antas e ocupadas no período de 1884 a 1892 (Antiga Colônia 2); e a colônia Guaporé, uma faixa de terra a oeste das colônias Dona Isabel e Alfredo Chaves, entre os rios Carreiro e Guaporé, colonizadas de 1892 a 1900 (Nova Colônia). Como resultado do movimento de expansão das colônias anteriores, principalmente das colônias Dona Isabel e Conde D’Eu [a partir de 1882], surge uma 4ª área, denominada pelos pesquisadores de Novíssima Colônia, cujo centro é Encantado. Esse conjunto configurou inicialmente a Região Colonial Italiana. A pesquisa de Frosi e Mioranza, em 1975, revelou que as áreas formadoras da região haviam se transformado em 26 municípios, número que cresceu para 55, de acordo com censo demográfico realizado no ano 2000.

Fontes consultadas:

  1. www.al.rs.gov.br/…
  2. www.portalitalia.com.br/…
  3. repositorio.ucs.br/…

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