Dia da Doutrina Espírita (31 de março)

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Próxima Celebração "Dia da Doutrina Espírita": Sábado, 31 de Março de 2018, : daqui 336 dias, 06:58:46-03:00.
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O Dia da Doutrina Espírita em 31 de março de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro do Rio de Janeiro, que foi criada pela Lei Nº 142 de 28 de junho de 1977, e que foi ratificada pela Lei Nº 5.645 de 6 de janeiro de 2010.

Essa data comemorativa do Estado do Rio de Janeiro tem por fim, marcar a data do aniversário da "desencarnação" do espiritualista, professor e pedagogo francês, Hippolyte Léon Denizard Rivail, conhecido como Allan Kardec, que faleceu em 31 de março de 1869, e que foi o codificador e sistematizador da Doutrina Espírita ou Espiritismo, um neologismo criado por ele, enquanto discípulo do reformador educacional e pedagogo suíço, Johann Heinrich Pestalozzie, um dos pioneiros na pesquisa científica sobre fenômenos paranormais, mais notoriamente a mediunidade, assuntos que antes costumavam ser considerados inadequados para uma investigação do tipo, tendo adotado o seu pseudônimo para uma diferenciação da Codificação Espírita em relação aos seus anteriores trabalhos pedagógicos.

Para conhecimento, Allan Kardec nasceu na localidade francesa de Lyon, em 3 de outubro de 1804, numa antiga família de orientação católica com tradição na magistratura e na advocacia, e desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia. Fez os seus estudos na Escola de Pestalozzi, no Castelo de Yverdon, em Yverdon-les-Bains, na Suíça (país protestante), tornando-se um dos seus mais distintos discípulos e ativo propagador de seu método, que tão grande influência teve na reforma do ensino na França e na Alemanha. Aos quatorze anos de idade, já ensinava aos seus colegas menos adiantados, criando cursos gratuitos. Aos dezoito, bacharelou-se em Ciências e Letras.

Concluídos os seus estudos, o jovem Rivail retornou ao seu país natal. Profundo conhecedor da língua alemã, traduzia para este idioma diferentes obras de educação e de moral, com destaque para as obras do teólogo católico, poeta e escritor francês, François Fénelon, cujas ideias liberais sobre política e educação, esbarravam contra o "statu quo" da Igreja e do Estado dessa época, pelas quais manifestava particular atração. Conhecia a fundo os idiomas francês, alemão, inglês e holandês, além de dominar perfeitamente os idiomas italiano e espanhol. Era membro de diversas sociedades acadêmicas, entre elas o Instituto Histórico de Paris e a Academia Real de Arras; esta última, em concurso promovido em 1831, premiou-lhe uma memória com o tema "Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?". Em 1824, retornou a Paris e publicou um plano para aperfeiçoamento do ensino público. Depois de haver desposado Amélie Gabrielle Boudet, em 6 de fevereiro de 1832, Após o ano de 1834, passou a lecionar, publicando diversas obras sobre educação, além de tornar-se membro da Real Academia de Ciências Naturais.

Como pedagogo, o jovem Rivail dedicou-se à luta para uma maior democratização do ensino público. Entre 1835 e 1840, manteve em sua residência, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia comparada, Astronomia e outros. Nesse período, preocupado com a didática, elaborou um manual de aritmética, que foi adotado por décadas nas escolas francesas, e um quadro mnemônico da História da França, que visou facilitar ao estudante memorizar as datas dos acontecimentos de maior expressão e as descobertas de cada reinado do país. As matérias que lecionou como pedagogo são: Química, Matemática, Astronomia, Física, Fisiologia, Retórica, Anatomia Comparada e Francês.

Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1854 que, pela 1ª vez, o Professor Rivail ouviu falar do fenômeno das "mesas girantes", que era bastante difundido à época na Europa, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal, do qual era estudioso, só em maio de 1855 sua curiosidade se voltou efetivamente para as mesas, quando começou a frequentar reuniões em que tais fenômenos se produziam. Durante este período, também tomou conhecimento do fenômeno da escrita mediúnica ou psicografia, e assim, passou a se comunicar com os espíritos. Um desses espíritos, conhecido como um "espírito familiar", passou a orientar os seus trabalhos. Mais tarde, este espírito lhe informou que já o conhecia do tempo das Gálias, com o nome de Allan Kardec. Assim, Rivail passou a adotar este pseudônimo, sob o qual publicou as obras que sintetizam a Doutrina Espírita.

Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas deviam-se à intervenção de espíritos, Kardec dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade, baseada na necessidade de integração entre os conhecimentos científicos, filosóficos e moral, com o objetivo de lançar sobre o real, um olhar que não negligenciasse nem o imperativo da investigação empírica na construção do conhecimento, nem a dimensão espiritual e interior do homem. Tendo iniciado a publicação das obras de Codificação em 18 de abril de 1857, quando veio à luz O Livro dos Espíritos, considerado como o marco de fundação do Espiritismo, após o lançamento da "Revista Espírita" em 1 de janeiro de 1858, fundou, nesse mesmo ano, a 1ª sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de "Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas".

Kardec passou os anos finais da sua vida dedicado à divulgação do Espiritismo entre os diversos simpatizantes, e a defendê-lo dos opositores, através da Revista Espírita Ou Jornal de Estudos Psicológicos. O espiritismo já estava com cerca de oito milhões de seguidores, quando faleceu na cidade e capital francesa de Paris, em 1869, aos 64 anos de idade, por conta da ruptura de um aneurisma, quando trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo, ao mesmo tempo em que se preparava para uma mudança de local de trabalho. Está sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, uma célebre necrópole da capital francesa. Junto ao túmulo, erguido como os dólmens druídicos. Acima de sua tumba, seu lema, escrito em francês: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei".

Fontes consultadas:

  1. alerjln1.alerj.rj.gov.br/…
  2. pt.wikipedia.org/…

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