Dia da Comunidade Alemã (19 de fevereiro)

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Próxima Celebração "Dia da Comunidade Alemã": Segunda-Feira, 19 de Fevereiro de 2018, : daqui 235 dias, 17:55:14-03:00.
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O Dia da Comunidade Alemã em 19 de fevereiro de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro do Paraná, que foi estabelecida pela Lei Nº 14.819 de 11 de agosto de 2005.

Essa data comemorativa do Estado do Paraná tem por fim, marcar a data de 19 de fevereiro de 1829, em que foi estabelecida a 1ª povoação de origem alemã em solo paranaense, junto à cidade brasileira de Rio Negro-PR, com imigrantes oriundos da cidade alemã de Trier e aldeias vizinhas.

Para conhecimento, em 2012 foi lançado o livro a "Imigração Alemã no Paraná – 180 anos: 1829 – 2009", que, escrito de forma conjunta por 7 autores, resgata, de forma inédita, a trajetória de um povo que teve participação decisiva na ocupação e desenvolvimento de várias regiões do Estado do Paraná. É uma das principais publicações já produzidas sobre o tema da colonização do Estado e passa a ser obra de referência a respeito da história do Estado paranaense. A obra nasceu a partir das comemorações dos 180 anos da imigração alemã no Paraná, se estenderam ao longo de 2009, com várias atividades de ordem cultural, artística, musical, gastronômica e folclórica da etnia alemã, desenvolvidas nas regiões do Estado colonizada por pessoas de origem germânica, que e que teve grande parte das celebrações apoiada e coordenada pela "Comissão de Festejos dos 180 Anos da Imigração Alemã no Paraná", cujo calendário de eventos comemorativos se iniciou em 19 de fevereiro daquele ano com a maior sessão solene já realizada na Assembleia Legislativa do Paraná, que então contou com a presença de autoridades brasileiras e alemãs, entre outros convidados.

Diante de tamanho entusiasmo e repercussão, surgiu a proposta de publicar o livro, cuja organização é do ex-secretário executivo da Comissão de Festejos, Harto Viteck, que organizou e reuniu os vários artigos de resgate da memória e da cultura alemã, com a intenção de conseguir grande repercussão não só nos meios alemães paranaenses, mas também nos demais Estados brasileiros em que a imigração alemã está presente e, inclusive, na própria Alemanha. É a 1ª obra literária de resgate da memória de uma etnia de que se tem notícias, feita por uma equipe de intelectuais em que cada comunidade convidada tem um representante local que escreve a história da sua comunidade, desde a chegada ao Brasil, até os dias atuais.

Com cerca de 400 páginas, a publicação está dividida em 7 capítulos principais. As professoras brasileiras, Divinamir de Oliveira Pinto e Marli Uhlmann Portes, escreveram sobre "Rio Negro: o berço da colonização alemã no Paraná", no qual relatam a vinda dos imigrantes alemães originários da região de Trier e aldeias vizinhas, que embarcaram em junho de 1828 da Europa rumo ao Paraná, onde se estabeleceram nas terras férteis do vale do rio Negro. Já o professor brasileiro, Marlon Ronald Fluck, assina o capítulo "O núcleo alemão em Curitiba", que começou a se desenvolver em 1833, com alemães saídos da Colônia Dona Francisca (atual região de Joinville) e imigrantes alemães vindos da Europa. Ele se distingue dos demais núcleos do Estado por ocorrer no espaço urbano e por ser uma colonização espontânea, não oficial.

"Teuto-russos e sua história: da esperança à decepção" é o título do capítulo desenvolvido pelo professor brasileiro, Estevão Müller, no qual ele retrata as perseguições sofridas pelos povos de descendência alemã na Rússia, o que motivou a vinda para o Brasil, onde o imperador brasileiro, Dom Pedro II, decidiu recebê-los, garantindo-lhes a naturalização plena e apoio para a instalação das colônias de imigrantes, inclusive no Paraná. O mesmo autor também escreveu sobre “A história dos bucovinos no Paraná”, alemães que emigraram da Bucovina, região leste da Romênia, também para a cidade de Rio Negro, a partir de 1887, quando também passaram a ocupar outros espaços, como na cidade da Lapa.

Já os "Menonitas alemães no Paraná" é o assunto desenvolvido pelo historiador brasileiro, Alfred Pauls. Os menonitas, que têm suas origens no movimento da Reforma Protestante da Igreja na Europa do século XVI, fugiram da Rússia nas 1ª décadas do século XX., por causa do regime violento de perseguições imposto pela Revolução Comunista. No Paraná, os primeiros menonitas chegaram a partir de 1933, quando adquiriram a Fazenda Cancela, na localidade brasileira de Palmeira-PR, onde criaram a famosa Colônia Witmarsum. Mais tarde famílias menonitas também se estabeleceram nas cidades brasileiras de Curitiba-PR e Ponta Grossa-PR.

A professora brasileira, Cláudia Portellinha Schwenberger, é a autora do capítulo que trata dos "Pioneiros alemães em Rolândia", que começaram a chegar à cidade em 1932, num processo que foi intensificado a partir do ano seguinte, quando muitos alemães imigraram da Europa, temendo então a ascensão de Hitler e a perseguição nazista contra políticos, católicos e judeus, e demais cidadãos que não apoiassem o regime nazi. O professor brasileiro, Marcos Nestor Stein, assina o capítulo "A Colônia Entre Rios no município de Guarapuava", surgida em 1951, como resultado do processo da diáspora ocorrido nos núcleos alemães do Leste Europeu, após o final da 2ª Guerra Mundial, quando 500 famílias de refugiados, posteriormente designados de Suábios do Danúbio, vieram também para o Paraná.

Por fim, o último capítulo do livro, que também leva a assinatura de Marcos Nestor Stein, em parceria com o também professor brasileiro, Valdir Gregory, desenvolve o tema "Migrações e germanidade: Oeste do Paraná e Marechal Cândido Rondon". O tópico traz narrativas e discussões a respeito do povoamento desta região do Estado, a partir da década de 1950, época em que diversas madeireiras e colonizadoras atuaram nesse território, estimulando a vinda de migrantes descendentes de alemães dos Estados brasileiros do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A publicação, que só foi possível graças a disposição de vários intelectuais e historiadores, conhecedores do assunto proposto, de contribuir na elaboração desta obra em suas comunidades locais, foi financiada com recursos da "Lei de Incentivo à Cultura" no Brasil, e conta com patrocínio da Souza Cruz, Copel e Caminhos do Paraná, numa realização do Ministério brasileiro da Cultura e do Governo Federal, com apoio da Quixote Art & Eventos e da Editora Germânica. A obra, que não é comercializada, é destinada a instituições de ensino e pesquisa, bibliotecas, museus, autoridades e órgãos de imprensa.

Conforme Harto Viteck, além de marcar a passagem da data histórica, a obra tem a tarefa de ser um referencial para que as gerações atuais e vindouras conheçam e reverenciem a memória dos antepassados, que produziram, junto com outras valorosas etnias, as transformações profundas que fazem do Paraná um dos Estados mais importantes do país. Nesse sentido, o organizador acredita que a obra estimula ainda a reflexão e propõe um desafio: "Esperamos que a história contada neste livro sirva de exemplo e ação missionária". "Se os nossos antepassados conseguiram superar grandes obstáculos e realizar tanto com tão pouco, o que podemos nós fazer de bem a nós mesmos e em favor da humanidade, tendo as facilidades da tecnologia tão avançada de hoje?", questiona ele.

Fontes consultadas:

  1. www.legislacao.pr.gov.br/…
  2. www.facebook.com/…
  3. www.portalrondon.com.br/…
  4. www.imigracaoalemanoparana.com.br/…

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