Data Festiva do Exército (21 de fevereiro)

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Próxima Celebração "Data Festiva do Exército": Quarta-Feira, 21 de Fevereiro de 2018, : daqui 182 dias, 06:17:31-03:00.
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A Data Festiva do Exército em 21 de fevereiro de cada ano, é uma comemoração no Exército do Brasil, que foi instituída pelo Decreto-Lei Nº 9.007 de 21 de fevereiro de 1946.

Essa data comemorativa do Exército do Brasil tem por fim, celebrar a data da tomada do Monte Castelo pela FEB [Força Expedicionária Brasileira], ocorrida em 21 de fevereiro de 1945 na Itália, na Batalha de Monte Castelo (ou Monte Castello), que foi travada ao final da Segunda Guerra Mundial, entre as tropas aliadas e as forças do Exército Alemão, numa luta para conter o avanço das tropas aliadas, como parte da 2ª fase da Operação de Rompimento da Linha Gótica no Norte italiano (no setor de responsabilidade do IV Corpo do V exército norte-americano). Esta batalha marcou a presença da Força Expedicionária Brasileira no conflito. A batalha arrastou-se por três meses, de 24 de novembro de 1944 a 21 de fevereiro de 1945, durante os quais se efetuaram 6 ataques, com grande número de baixas brasileiras devido a vários fatores. 4 dos ataques não tiveram êxito, por falhas de estratégia.

Para conhecimento, em novembro de 1944 a 1ª DIE, após cumprir as missões a ela delegadas na frente de batalha no vale do rio Serchio (onde vinha combatendo há cerca de dois meses), foi enviada para a frente do rio Reno, na base dos Apeninos setentrionais, na divisa central das regiões Toscana e Emília-Romanha. Neste ponto da Linha Gótica, num perímetro que tinha um raio aproximado de 20 quilômetros, cobrindo uma área que tinha à frente montanhas sob controle dos alemães, o militar brasileiro, general Mascarenhas de Moraes, montou seu quartel-general avançado, na localidade italiana de Porretta Terme. As posições de artilharia alemãs eram consideradas privilegiadas, submetendo os aliados à uma vigilância constante, e dificultando qualquer avanço em direção à Bolonha e ao Vale do Pó. Estimativas davam conta que o inverno seria rigoroso, complicando a situação que, no outono, já havia se degenerado, devido às chuvas que transformaram em verdadeiros lamaçais, as estradas já esburacadas pelos bombardeiros aliados.
O comandante das Forças Aliadas na Itália, general Mark Clark, pretendia liberar com o IV Corpo de exército dos Estados Unidos da América, (do qual a divisão brasileira fazia parte), o caminho do 8º Exército Britânico, rumo à Bolonha, antes que as primeiras nevascas começassem a cair. Entretanto, o complexo de defesas formado pelos alemães em torno de Monte Castello, (Lizzano in) Belvedere, Monte Della Toraccia, Castelnuovo (di Vergato), Torre di Nerone e Castel D'Aiano, se mostrou extremamente resistente.

Em relação às forças alemãs, a frente italiana estava sob a responsabilidade do Grupo de Exércitos C, sob o comando do militar alemão, generaloberst Heinrich von Vietinghoff. A ele estavam subordinados três exércitos alemães: 10º, 14º e "Exército da Ligúria", este último defendendo a fronteira com a França. O 14º era composto pelo 14º Corpo Panzer e pelo 51º Corpo de Montanha. Dentro do 51º Corpo estava a 232ª DI Alemã, sob o comando do militar alemão, tenente-general Eccard Freiherr von Gablenz, um veterano de Stalingrado. A 232ª havia sido ativada em 22 de junho de 1944, sendo formada por uma mescla de recém recrutados e veteranos da frente russa. Era composta por três regimentos de infantaria (1043º, 1044º e 1045º), cada um com apenas dois batalhões, mais um batalhão de fuzileiros (batalhão de reconhecimento) e um regimento de artilharia com 4 grupos, além de unidades menores. Esta formação totalizava cerca de 9.000 homens. A idade da tropa variava entre 17 e 40 anos e os soldados mais jovens e aptos foram concentrados no batalhão de fuzileiros. Durante o final de 1944, esta unidade foi reforçada com elementos do 4º Batalhão de Montanha (Mittenwald), além de membros das 1ª Divisão SS e 1ª Divisão de Paraquedistas.

As tentativas fracassadas se deram pelo fato de que, como se constatou posteriormente, uma DI (divisão de infantaria) era tropa insuficiente para uma missão daquela magnitude naquelas condições e terreno. No entanto, como o comando aliado na Itália carecia de tropas e mantinha o objetivo de atingir Bolonha antes do Natal, a decisão foi mantida e o ataque preparado. Assim, em 24 de novembro de 1944, o Esquadrão de Reconhecimento e o 3º Batalhão do 6º Regimento de Infantaria da 1ª DIE juntaram-se à Força-Tarefa 45 dos Estados Unidos da América para a primeira investida ao monte Castello. No 2º dia de ataques, tudo indicava que a operação seria exitosa: soldados norte-americanos chegaram até a alcançar o cume do monte Castello, depois de conquistarem o vizinho Monte Belvedere. Entretanto, numa poderosa contraofensiva, os homens da 232ª DI germânica, responsável pela defesa dos montes Castello e Della Torracia, recuperaram as posições perdidas, obrigando os soldados brasileiros e norte-americanos a abandonar as posições já conquistadas, com exceção do monte Belvedere.

5 dias mais tarde, em 29 de novembro, planejou-se o 2º ataque ao monte. Nesta contraofensiva, a formação de ataque seria quase em sua totalidade obra da 1ª DIE, com 3 batalhões, contando apenas com o suporte de 3 pelotões de tanques norte-americanos. Todavia, um fato imprevisto ocorrido na véspera da investida, comprometeria sensivelmente os planos: na noite do dia 28 de novembro, os alemães haviam efetuado um contra-ataque contra o monte Belvedere, tomando a posição dos norte-americanos e deixando descoberto o flanco esquerdo do aliados. Inicialmente, a DIE pensou em adiar o ataque, porém as tropas já haviam ocupado suas posições, e, assim, a estratégia foi mantida. Às 7 horas, uma nova tentativa foi efetuada. As condições do tempo mostravam-se extremamente severas: chuva e céu encoberto impediam o apoio da força aérea, e a lama praticamente inviabilizava a participação de tanques. No início, o grupamento do militar brasileiro, general Zenóbio da Costa, conseguiu um bom avanço, mas o contra-ataque alemão foi violento. Os soldados alemães dos 1.043º, 1.044º e 1.045º regimentos de infantaria barraram os avanços dos soldados e, no fim da tarde, os dois batalhões brasileiros voltaram à estaca zero.

Em 5 de dezembro, o general Mascarenhas recebeu uma ordem do 4º Corpo de que "caberia à DIE capturar e manter o cume do Monte Della Torracia ou Monte Belvedere". Isto é, depois de duas tentativas frustradas, Monte Castello ainda era o objetivo principal da próxima ofensiva brasileira, a qual havia sido adiada por uma semana. Foi em 12 de dezembro de 1944, que a operação foi efetivada, data que seria lembrada pela FEB como uma das mais violentas enfrentadas pela tropas brasileiras no teatro de operações na Itália. Com as mesmas condições meteorológicas da investida anterior, o 2º e o 3º batalhões do 1º Regimento de Infantaria fizeram, inicialmente, milagres. Houve inicialmente algumas posições conquistadas, mas o pesado fogo da artilharia alemã fazia suas baixas. Mais uma vez, a tentativa de conquista se mostrou infrutífera, e, o pior de tudo: causou 150 baixas, sendo que 20 soldados brasileiros haviam sido mortos na malograda tentativa.
A lição serviu para reforçar a convicção de Mascarenhas, de que o monte Castello só seria tomado dos alemães, se toda a divisão fosse empregada no ataque, e não apenas alguns batalhões, como vinha ordenando o 5º Exército. Somente em 19 de fevereiro de 1945, após a melhora do inverno, o comando do 5º Exército determinou o início de uma nova ofensiva para a conquista do monte. Tal ofensiva, denominada de "Operação Encore", utilizaria as tropas da 10ª Divisão de Montanha norte-americana e da 1ª DIE.

Desta vez, a tática utilizada para o ataque final, seria a mesma idealizada por Mascarenhas de Moraes em 19 de novembro, utilizando 2 divisões. Assim, em 20 de fevereiro, as tropas da Força Expedicionária Brasileira apresentaram-se em posição de combate, com seus 3 regimentos prontos para partir rumo ao monte Castello. À esquerda do grupamento brasileiro, o avanço seria iniciado em 18 de fevereiro pela 10ª Divisão de Montanha dos Estados Unidos da América, tropa de elite, que tinha como responsabilidade, tomar o monte Belvedere, e, dessa forma, garantir a proteção do flanco mais vulnerável do setor.

A resistência alemã se fez mais uma vez presente, e a 10ª Divisão de Montanha norte-americana não tinha assegurado suas posições, fazendo com que o ataque brasileiro ao Castello se fizesse imprescindível. Tal ataque começou ao amanhecer do dia 21 de fevereiro, com o Batalhão Uzeda seguindo pela direita, o Batalhão Franklin na direção frontal ao monte, e o Batalhão Sizeno Sarmento aguardando nas posições privilegiadas que alcançara durante a noite, o momento de juntar-se aos outros dois batalhões. Conforme descrito no plano Encore, os brasileiros deveriam chegar ao topo do monte Castello no máximo ao entardecer, após a tomada do Monte Della Torracia ser executada pela 10ª Divisão de Montanha, de tal modo o comando do IV Corpo estava certo de que o Castello não seria tomado antes do Della Torracia. Entretanto, às 17h30, quando os primeiros soldados do Batalhão Franklin do 1º Regimento conquistaram o cume do monte Castello, os norte-americanos ainda não haviam vencido a resistência alemã, só o fazendo noite adentro, contando com a ajuda de alguns elementos brasileiros que já haviam completado sua missão. Grande parte do sucesso da ofensiva foi creditada à Artilharia Divisionária, comandada pelo militar brasileiro, general Cordeiro de Farias, que, entre 16h e 17h do dia 21, efetuou um fogo de barragem perfeito contra o cume do monte Castello, permitindo a movimentação das tropas brasileiras.

Fontes consultadas:

  1. www2.camara.leg.br/…
  2. pt.wikipedia.org/…

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